quinta-feira, 26 de março de 2015

Observações gastrô: Reconcito Peruano

5ªfeira, 26/03/2015, Reconcito Peruano, Rua Aurora, 451 (das 12h às 15h)
Menú- Ceviche de pescado e Chaufa de mariscos, bebidas= Pisco Sauer e Cincha
Espaço grande, claro, limpo e com um ar condicionado maravilhoso, no final de uma escada toda decorada com desenhos de Nazca.  Comida maravilhosa e tanta, frutos do mar fresquinhos, pimentinha ardida.  Atendimento classe A, gentilíssimo! não cobram 10%, os garçons merecem uma gorjeta farta.  Pagando no caixa, compre por R$10,00 uma caixinha de alfajores peruanos, supresa: são, na verdade, bem-casados sensacionais! alí também se vendem: milho areado e chips de favas, tudo muito bom.  O Pisco é digno de Vargas LLosa.
Almoço farto para dois+bebidas=R$91,00

Observações gastrô: Bar e Restaurante ITA

5ª feira, 12/03/2015, Bar e Restaurante ITA, rua do Boticário
Menú- Prato do dia, Carne tostada, uma delícia, feijãozinho da Cida, carninha de panela boa! Alex comeu bife alla parmigiana, bom também! Skol geladíssima.  O melhor: conversar com o dono, Seu João, português de uma vilazinha perto de Figueira da Foz, 82 anos, carinha e corpinho de 60, tudo uma delícia.  Não comemos, mas sobremesas honestas: pudim e manjar branco.
Almoço para dois+bebidas= R49,00

                                                                                           Depois, Paris!

sábado, 28 de junho de 2014

Ipê rosa

O mundo gira, nós corremos, paramos e recomeçamos a andar, nada nos detém, não queremos...  o mundo variado nos oferece surpresas, algumas mais loucas que as outras, sempre acreditei nisso, mas às vezes, somos nós que as atraímos, simples assim.  Algumas coisas realmente estão escritas em algum lugar, espero sinceramente que entre as nuvens, lugarzinho que ando frequentando muito ultimamente.  Corri e corro tanto que acabei por fazer uma descoberta:  o mundo gira, em algum momento voltaremos em algum lugar conhecido, reconhecido, o que é sensacional é que tudo está melhor, mais lindo, mais querido, começo a pensar que se apresente uma dimensão dentro de outra dimensão. 

sábado, 22 de março de 2014

Passinho

Que coisa intimidadora é a entrada em um hospital, mesmo quando é para visitar um bebê recém chegado, a atitude muda, os gestos diminuem junto com o tom de voz, as fisionomias estão carregadas de uma seriedade e um receio que transparecem até nos melhores atores, é natural, a atmosfera é pesada, ainda que a crença e o desejo de que a esperança se concretize viva em nós, sempre, porque se isso não acontecesse, que dificuldade levantar da cama todos os dias. Entre as mudanças, a que me chamou atenção foi o andar, ele não se move com passos, e sim, com passinhos, este é o verdadeiro passinho, o decidido, altaneiro, fica por conta de quem lá trabalha, quem está só de visita, com acomodações ou sem, anda miudinho, pequenininho, como se não pertencesse àquele quadrado. A ilustração desta situação, vi 3ªfeira passada, a primeira de 30 incursões que meu tio gatinho vai ter de cumprir ao hospital, chegamos conversando amenidades, depois nem isso, o que nos salvou de um silêncio arrasador enquanto esperávamos foi o interesse providencial pelo celular e pela senha do wi-fi, ninguém queria nada, não estávamos procurando nem o sentido da vida, nem a dieta ideal, nem o itinerário de um ônibus, estávamos cada um, meu tio, minha mãe e eu, tentando pensar em qualquer outra coisa que não fosse a primeira sessão de radioterapia, não sabíamos como seria, que efeitos provocaria, foi quase como uma forma de oração, a real, tenho certeza que todos já tinham colocado em ação. Quando acabou, depois de intermináveis dez minutos, fomos saindo nos sentindo abençoados, podíamos ir embora, a cor começou a voltar, o sorriso ameaçou uma aparição, mas, somente quando ultrapassamos a porta automática, porta que divide a vida em movimento e a suspensão do palpável, é que começamos a conversar normalmente, a andar a passos de gente grande, de ir por aí, de rir com alegria de quem pensa: menos uma!
 
 
 
 
 


quarta-feira, 19 de março de 2014

O andar do bêbado

Às vezes, o andar firme e decidido dá uma falhadinha, por vezes, o serpentear torna-se o nosso modo de caminhar, talvez, por isso, o título  do livro "O andar do bêbado", de Leonard Mlodinow,seja um convite, mas nada de chamar o garçon, o livro discorre sobre como as escolhas, mesmo as elementares, que fazemos, ou que nos fazem, são aleatórias, quando pensamos que existe um motivo racional, objetivo para justificar uma determinada escolha e temos certeza disto, podemos nos surpreender quanta falta de domínio temos sobre ela.  O livro vem recheado de matemática, calma, calma! matemática que até uma dedicada estudante de humanas entende, cheio de estatísticas, calma, calma! estatísticas interessantes e relacionadas tanto com o texto quanto com o nosso dia a dia.  Quando dizem que não se pode escolher um livro pela capa, temos este livro confirmando a afirmação. Uma coisa que me interessa neste título é que eu adoro o andar de bêbados em geral, mas, principalmente, o dos conhecidos, acho simpático e despreocupado, quando não perigoso, porque aí me dá preocupação, me lembra um balé, quanto mais se tenta acertar o passo, mais bandeira se dá.  Tenho um amigo, Zé Carlinho, que não pronuncia a palavra bêbado, diz sempre embriagado, acha menos ofensivo, porque a palavra bêbado tornou-se tão pesada?  Tá bom! sei da tristeza do alcoolismo, da associação linguística imediata com esta triste realidade, mas aqui estou tratando da parte gostosa, aquela de tomar um negocinho sexta e sábado, nunca sozinho, sempre com amigos, que, às vezes, faz chorar, às vezes, faz dar risada de tudo, que nos faz repetir a mesma piada montes de vezes e rir em todas elas, que faz com que se conte a história já contada e recontada, atraindo, mesmo assim, a atenção da plateia.  Um outro amigo, não lembro qual, disse uma vez: "que é bom ficar um andar acima da humanidade", concordo. Gosto também das zingarate dos sábados, começa-se no final da manhã/hora do almoço, um aperitivo despretensioso, quase pudico, porém, surpreendente, ele vai se alongando, sempre com amigos, pulando de um lugar para outro, ou, às vezes, baixando âncora em um lugar só, que destino gostoso! que delícia acordar no dia seguinte e dar risada sozinho lembrando do dia/noite anterior! Confirmando-se a teoria do livro, eu tive a maior sorte do mundo, porque se é verdade que amigo é o irmão que a gente escolhe, o acaso/o destino/il fato foi demais comigo.Grazie!

terça-feira, 18 de março de 2014

Caqui!

Alguns probleminhas técnicos depois... salva não pelo gongo, mas pelo Véio, continuo caminhando pelas trilhas do mundo virtual com passos ainda um pouco tímidos, coisa pouco esperada de uma andarilha cotidiana.
As banquinhas de fruta espalhadas pelas esquinas de São Paulo já estão oferecendo as caixinhas de caqui, chegou sua época! Porém, a esquina desta fruta é outra, avenida Angélica com a continuação da Paulista(o pedacinho depois da Consolação), nesse encontro há um caquizeiro carregado, parece árvore de sítio e na rua Rio de Janeiro, perto da rua José Pereira de Queiros, há um outro, carregado tanto quanto, por qualquer razão, dá alegria olhar para eles. 
Caquizeiro do encontro entre Angélica e Paulista
Às vezes, penso que caqui é uma frutinha antiga, nunca liguei muito para ela, gostava porque meu bisavó Luisinho cuidava de seus caquizeiros com cuidado, eles ficavam no quintal mais lindo e gostoso que conheci, porém, até lá, eles eram coadjuvantes, quem reinava mesmo eram as jabuticabeiras, tantas, carregadas, elas eram poderosas. Elas davam tanta fruta que depois de uma invasão de meus primos e minha, minha bisavó, Dona Sinharinha, fazia geleia, preta, densa, era demais.
Quando mudei para São Paulo, descobri o caqui, adoro quando chega a época, acho uma delícia: gostoso e barato, ou eu estou ficando velha ou o caqui se reinventou!